Na medicina oriental
é comum o emprego de estímulos em áreas ou estruturas
especiais do corpo humano, visando o tratamento mediante ação
reflexa em todo o organismo.
Em regiões como o pavilhão auricular, os pés e
as mãos existem pontos e pequenas áreas que correspondem
a órgãos, vísceras, estruturas anatômicas
músculo-esqueléticas, sistema nervoso, endócrino,
imunológico, etc.
Não resta dúvida de que a reflexologia é um recurso
valiosíssimo no contexto da medicina oriental; sendo utilizada
em caráter complementar ao shiatsu, o seu principal objetivo
é potencializar a ação terapêutica do tratamento.
a) Microssistema
plantar (dos pés):
O microssistema
plantar envolve, alem da região plantar, os artelhos e o dorso
do pé. Todavia, é na área plantar que se encontram
diversos pontos que podem ser manipulados com a finalidade terapêutica
reflexa especifica.
É muito comum encontrarmos, no oriente, profissionais que aplicam
pressões com os dedos ou instrumentos não perfurantes,
para pressionar ou percutir a região plantar do paciente. Geralmente,
o próprio paciente utiliza instrumentos, nos quais pisa para
proporcionar os estímulos necessários para promover o
efeito terapêutico desejado.
b) Microssistema
palmar (das mãos):
O microssistema
palmar é especial por ser a mão uma região mais
sensível e por possuir músculos programados para realizar
movimentos precisos e complexos, diferentemente dos pés, cujos
músculos estão limitados à função
de deslocar e suportar o peso do corpo.
c) Microssistema
do pavilhão auricular (aurículoterapia):
Esse microssistema
é o mais complexo de todos, visto que a área anatômica
é muito pequena, mas possui muitos pontos e áreas de estimulação.
A estimulação auricular com as mãos é limitada
quando a comparamos a outros métodos de estímulos, como
a acupuntura auricular. Mas, ainda assim, o estímulo digital
é muito eficiente.
A polpa digital é consideravelmente maior que os pontos e áreas
específicos a serem estimulados. Naturalmente, a intensidade
da pressão digital é muito menor que a pressão
realizada através de instrumentos pontiagudos, ou mesmo agulhas,
acarretando diferentes níveis de resposta.
Este recurso é muito empregado no oriente, tanto como técnica
complementar ao shiatsu sistêmico, quanto como método de
auto aplicação de caráter popular, desde a antiguidade.
As aplicações durante um período prolongado agem
sobre o Ying Ch'i (Ch'i Nutritivo) e provocam a devida circulação
dos canais energéticos (meridianos); promovendo, ainda, a regulação
dos Zang Fu (órgãos e vísceras). Assim, pode ser
um recurso profilático, quando aplicado corretamente.
Escrito por
Fabrício Nobre, Terapeuta