SOBRE O DIREITO
DO TERAPEUTA DE SER HUMANO, NÃO DEUS.
Arnaldo
V. Carvalho*
O que diferencia os homens, terapeutas ou não, é seu
grau de abertura e adaptação à mudança.
Isto é, a capacidade de abrir sua consciência* e assim
mantê-la sem perder seu filtro natural, que é
o discernimento.
Sou médico, fumo, mas não descansarei enquanto não
parar de fumar.
Isto é reconhecimento de sua imaturidade sem perder de vista
a perspectiva de superação.
Não cabe ao profissional de saúde não acreditar
na mesma (saúde) como qualidade de vida. É o motivo pelo
qual ele não pode arbitrariamente optar por hábitos não
saudáveis, contrários à vida, ou será contraditório
e hipócrita.
O que é a discussão** entre filósofos e cientistas,
pensadores políticos, econômicos, sociológicos e
tecno-científicos senão um fechamento às outras
áreas da natureza humana? Cada um olhando apenas o seu lado do
mesmo prisma.
É essa abertura para a percepção de novos ângulos
o grande obstáculo, hoje, para a evolução do homem
e sua sociedade.
Para conquistá-la, perceba que não é algo consumível,
mas prática diária de toda a vida.
Abriste sua mente?
* A origem dessa capacidade tem relação íntima
com a vontade de querer mudar e melhorar.
** Discussão dos trangênicos, por exemplo.
FRASE DA VEZ:
A chave da felicidade está na liberdade; A chave da liberdade
está na coragem.
Provérbio Chinês.
* Artigo publicado no Jornal Naturalmente,
em novembro de 1999.