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Produtos alimentícios vendidos
no Brasil estão contaminados por transgênicos,
revelam novas análises feitas pelo Greenpeace
Sopa da Knorr é flagrada pela segunda
vez
(São Paulo, 20/09/00) - O Greenpeace
encontrou mais quatro produtos
alimentícios vendidos no Brasil contaminados
por transgênicos. A análise foi
feita pelo laboratório suíço
Interlabor e detectou a presença de soja
geneticamente modificada Roundup Ready, da Monsanto,
e milho transgênico Bt
176, da Novartis, no Sopão de
galinha da Knorr, sopa de galinha "Pokemón"
da Arisco, Ovomaltine cereais
e fibras da Novartis e mistura para bolo de chocolate
da Sadia. (1)
Um grupo de ativistas do Greenpeace retirou
os produtos contaminados por
transgênicos das prateleiras do supermercado
Pão de Açúcar,
localizado no bairro de Pinheiros, em São
Paulo. Os produtos foram
lacrados com cadeados em um carrinho de compras.
As chaves foram entregues à
Vigilância Sanitária, juntamente
com os laudos do laboratório suíço.
É a segunda vez que componentes transgênicos
são encontrados em produtos
fabricados pela Knorr. A sopa de milho verde da
empresa já havia sido
denunciada em junho último, quando o Greenpeace
e o Instituto de Defesa do
Consumidor (Idec)
divulgaram os resultados de testes que identificaram
transgênicos em 11
produtos
vendidos no país.
"Mais uma vez a Knorr mostra que não
está respeitando os direitos dos
consumidores e insiste em usar componentes geneticamente
modificados em seus
produtos", diz Mariana Paoli, Coordenadora da Campanha
de Engenharia
Genética do Greenpeace.
A comercialização no Brasil
de alimentos com insumos transgênicos é
ilegal, já que não atende às
exigências previstas na Lei de Biossegurança
(lei número 8974 de 1995) e viola o Código
de Defesa do Consumidor, que
garante a clara informação da composição
do produto no rótulo da embalagem.
(2)
"Os fabricantes, importadores e distribuidores
de alimentos devem parar
imediatamente de utilizar componentes geneticamente
modificados em seus
produtos, porque eles oferecem riscos e são
comprovadamente ilegais", diz
Mariana Paoli. "Os supermercados, por sua vez, devem
passar a exigir dos
fabricantes e distribuidores provas da não
contaminação por transgênicos
antes de colocar quaisquer produtos à venda."
Entre as possíveis conseqüências
à saúde humana e ao meio ambiente do uso
de transgênicos compilados por cientistas
estão o empobrecimento da
biodiversidade, a eliminação de insetos
que não são alvo da agricultura, o
aumento da contaminação de solos e
corpos d'água devido à intensificação do
uso de agrotóxicos e o
desenvolvimento de plantas e animais resistentes
a uma ampla gama de
antibióticos e agrotóxicos.
Para mais informações visite
o site:
http://www.greenpeace.org.br/campanhas/genetica
Textos ecológicos
Produtos alimentícios vendidos no Brasil
estão contaminados por
transgênicos, revelam novas análises
feitas pelo Greenpeace
Sopa da Knorr é flagrada pela segunda
vez
(São Paulo, 20/09/00) - O Greenpeace
encontrou mais quatro produtos
alimentícios vendidos no Brasil contaminados
por transgênicos. A análise foi
feita pelo laboratório suíço
Interlabor e detectou a presença de soja
geneticamente modificada Roundup Ready, da Monsanto,
e milho transgênico Bt
176, da Novartis, no Sopão de
galinha da Knorr, sopa de galinha "Pokemón"
da Arisco, Ovomaltine cereais
e fibras da Novartis e mistura para bolo de chocolate
da Sadia. (1)
Um grupo de ativistas do Greenpeace retirou
os produtos contaminados por
transgênicos das prateleiras do supermercado
Pão de Açúcar,
localizado no bairro de Pinheiros, em São
Paulo. Os produtos foram
lacrados com cadeados em um carrinho de compras.
As chaves foram entregues à
Vigilância Sanitária, juntamente
com os laudos do laboratório suíço.
É a segunda vez que componentes
transgênicos são encontrados em produtos
fabricados pela Knorr. A sopa de milho verde
da empresa já havia sido
denunciada em junho último, quando o Greenpeace
e o Instituto de Defesa do
Consumidor (Idec)
divulgaram os resultados de testes que
identificaram transgênicos em 11
produtos
vendidos no país.
"Mais uma vez a Knorr mostra que não
está respeitando os direitos dos
consumidores e insiste em usar componentes geneticamente
modificados em seus
produtos", diz Mariana Paoli, Coordenadora da
Campanha de Engenharia
Genética do Greenpeace.
A comercialização no Brasil
de alimentos com insumos transgênicos é
ilegal, já que não atende às
exigências previstas na Lei de Biossegurança
(lei número 8974 de 1995) e viola o Código
de Defesa do Consumidor, que
garante a clara informação da composição
do produto no rótulo da embalagem.
(2)
"Os fabricantes, importadores e distribuidores
de alimentos devem parar
imediatamente de utilizar componentes geneticamente
modificados em seus
produtos, porque eles oferecem riscos e são
comprovadamente ilegais", diz
Mariana Paoli. "Os supermercados, por sua vez,
devem passar a exigir dos
fabricantes e distribuidores provas da não
contaminação por transgênicos
antes de colocar quaisquer produtos à
venda."
Entre as possíveis conseqüências
à saúde humana e ao meio ambiente do uso
de transgênicos compilados por cientistas
estão o empobrecimento da
biodiversidade, a eliminação de
insetos que não são alvo da agricultura, o
aumento da contaminação de solos
e corpos d'água devido à intensificação do
uso de agrotóxicos e o
desenvolvimento de plantas e animais resistentes
a uma ampla gama de
antibióticos e agrotóxicos.
Para mais informações visite
o site:
http://www.greenpeace.org.br/campanhas/genetica
Nota do Editor:
(1) Os produtos e seus respectivos lotes,
vendidos no Brasil, são os
seguintes:
Sopão de galinha Knorr - Lote 08
12 2000 B 14
Sopa de galinha "Pokemón", da Arisco
- Val 09 06 2002 H 12
Ovomaltine cereais e fibras, da Novartis
- Lote 006 14.06.2001
Mistura para bolo de chocolate, da Sadia
- 050101B
(2) Segundo a Lei de Biossegurança
(8974/95), o plantio, importação e
comercialização de transgênicos
depende de um parecer técnico
conclusivo da CTN-Bio e posterior autorização
dos Ministérios do Meio
Ambiente, Saúde e Agricultura. Até
hoje, nenhum destes produtos passou por
estes trâmites.
Greenpeace Brasil
"Porque as ações falam mais
alto do que as palavras..."
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