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ALIMENTAÇÃO
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OS BENEFÍCIOS DO ARROZ SELVAGEM
O arroz selvagem (Zizania aquatica) é um cereal cuja aplicação
na
indústria alimentar está crescendo rapidamente. Ele está
sendo utilizado,
por exemplo, no desenvolvimento de produtos de v vários cereais
integrais,
em preparações de sopas instantâneas, cereais matinais,
misturas para
bolos e preparados para saladas com sabores especiais. Sua composição
é
parecida com da aveia: baixos teores de gordura (menos de 1%) e com altos
teores de proteínas (12.5-15 %).
O arroz selvagem possui três componentes ativos: um glicosídio
fenólico
com 3,4,5- trimetoxicinamato , e p-hidroxi acetofenona e um flavonóide
glicosídio com 3,4,5-trimetoxicinamatoe luteonina. Algumas pesquisas
também revelaram a existência de biofatores na sua composição
que poderão
ser usados no desenvolvimento de uma dieta anti-diabética porque
reduzem a
formação de produtos finais da glicosilação
avançada.
Atualmente existem nutricionistas que associam na preparação
do arroz
branco polido o arroz selvagem, melhorando o paladar e seu valor
nutricional, estando também este produto disponível no mercado.
FONTE: RAMARATHNAM, N. et al. The contribuition of plant food antioxidants
to human health. Trends in Food Science & Techonology, 6: 75, 1995.
Antes q fale do açúcar...estamos falando do chocolate e
não da "guloseima"...
O CHOCOLATE NÃO AUMENTA O COLESTEROL SANGUÍNEO:
O ácido esteárico do alimento possui efeito neutralizador
A gordura da dieta é formada de três tipos principais de
ácidos graxos:
saturados, monoinsaturados e poliinsaturados. As gorduras saturadas são,
sem dúvida alguma, os fatores dietéticos que mais colaboram
com o aumento
dos níveis de colesterol. No entanto, também está
claro que nem todas elas
têm o mesmo efeito.
Atualmente, a atenção dos pesquisadores americanos está
voltada para a
quantidade de ácidos graxos da dieta, e não para a diferença
existente
entre eles. Só para lembras os ácidos graxos se diferenciam
no comprimento
da cadeia de carbono (8 a 18 átomos de carbonos). Os de cadeia
média
(aqueles que possuem de 8 a 12 carbonos) não aumentam os níveis
de
lipídios sanguíneos.
A ingestão de um ácido graxo de cadeia longa (18 carbonos),
o ácido
esterárico, também pode reduzir os níveis de colesterol
plasmático
(BONANOME e GRUNDY, 1988). Somente três ácidos graxos de
cadeia longa
podem elevar os níveis de colesterol plasmático: lauríco
(12:0), mirístico
(14:0) e palmítico (16:0). Estes constituem aproximadamente 26%
do total
de gordura de uma dieta e são encontrados sobretudo em carnes,
produtos
lácteos (incluído a manteiga) e alimentos processados que
contém gordura.
Ao contrário desses alimentos, a manteiga de cacau - a gordura
do
chocolate - contém 34% de ácido esteárico. Isto pode
explicar o porque que
essa gordura não aumenta o colesterol plasmático como a
da manteiga comum,
rica em ácido mirístico e palmítico.
Segundo estudos realizandos na Universidade da Pensilvânia, as
dietas
contendo achocolatados, até mesmo em grandes quantidades (283 gramas),
não
elevam as concentrações de LDL (KRIS-ETHERTON, 1994).
Outros estudos revelam o efeito neutralizador do ácido esteárico
no
colesterol sérico. Um deles examinou os efeitos de uma dieta rica
em
manteiga de cacau (composta predominantemente de ácido esteárico)
no
colesterol sérico, comparando-a a três outras dietas ricas
em um outro
tipo de gordura: azeite de oliva (conhecido por seus efeitos
hiporcolesterolêmicos), óleo de soja (também hiporcolesterolêmico)
e
manteiga (conhecido como uma gordura que aumenta o colesterol). As dietas
com azeite de oliva e o óleo de soja diminuíram significativamente
os
níveis de colesterol sanguíneo (5% e 15%, respectivamente),
enquanto que a
dieta rica em manteiga aumentou os níveis de colesterol em 8%.
Em
comparação, a dieta rica em manteiga de cacau não
elevou os níveis de
colesterol (KRIS-ETHERTON et al, 1993).
Em outro estudo, o leite com chocolate rico em ácido esteárico,
foi
substituído por outros tipos de gordura e carboidratos na dieta
de 42
homens jovens, saudáveis e com níveis normais de colesterol.
Apesar da
gordura da dieta estudada aumentar de 30% para 34% o total de calorias
e
os ácidos graxos saturados aumentarem de 9% para 11%, não
houve aumento no
total de colesterol e nem na fração LDL (KRIS-ETHERTON et
al, 1993).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. BONANOME A e GRUNDY SM. Effect of dietary stearic acid on plasma
cholesterol and lipoprotein leves. N. Engl. J. Med., 318: 1244-1248, 1988.
2. KRIS-ETHERTON PM e MUSTAD VA. Chocolate feeding studies: a novel
approach for evaluating the plasma lipid effects of stearic acid. Am.
J.
Clin. Nutr., 60(Suppl.): 1029S-1036S, 1994.
3. KRIS-ETHERTON PM et al. Effects of milk chocolate bar per day
substitute for a high carbohydrate snack in young men on an NCEP/AHA Step
1 Diet. Am. J. Clin. Nutr., 60(Suppl.): 1037S-1042S, 1994.
4. KRIS-ETHERTON PM et al. The role of fatty acid saturation on plasma
lipids, lipoproteins and apolipoproteins: I. Effects of whole food diets
high in cocoa butter, olive oil, soybean dairy butter and milk chocolate
on the plasma lipids of young men. Metabolism, 42: 121-129, 1993.
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